Publicidade
Novelas

Entre a Lei e o Sangue — Capítulo 2: A verdade dentro de casa

Augusto chega de farda e o berço pela metade fica no meio da sala. Júlia exige saber por que os dois homens se encaram. A verdade sobre a vida dupla do marido sai sem volta.

3 min de leitura
Entre a Lei e o Sangue — Capítulo 2: A verdade dentro de casa

Augusto entrou no apartamento ainda com o uniforme azul da polícia. O berço pela metade ocupava o meio da sala, as ferramentas espalhadas no chão. Júlia estava sentada no sofá, uma mão na barriga, olhando o pai sem entender a pressa. Rafael parou na porta da cozinha, o rosto tenso. O que ela ainda não sabia era que a verdade sobre a vida dupla do marido ia sair ali, sem volta.

A chegada de Augusto

Augusto não tirou o cinto. Olhou para o berço, depois para a filha.

— Júlia, você precisa vir comigo agora.

Ela franziu a testa. O celular de Rafael vibrou duas vezes na bancada, mas ninguém atendeu. O cheiro de comida na panela ainda estava no ar, esfriando.

A verdade sobre o marido

Rafael deu um passo à frente. A voz saiu baixa.

— Não faz isso aqui, Augusto.

Augusto apertou a mandíbula. Júlia olhou de um para o outro.

— Alguém me explica o que está acontecendo?

O silêncio ficou pesado. O ventilador zumbia no teto. Júlia sentiu o bebê mexer e respirou fundo.

O pedido de explicação

Ela se levantou devagar. Olhou para o marido.

— Rafael, fala. O que meu pai está fazendo aqui de farda?

Rafael passou a mão no rosto. Respirou uma vez, duas.

— Eu não sou só dono de oficina. Eu mexo com outra coisa. Coisa errada.

Júlia piscou. O estômago apertou.

Você não mentiu sobre um trabalho, Rafael. Você mentiu sobre quem é.

As palavras saíram dela antes de pensar. Rafael baixou a cabeça. Augusto não se mexeu.

A decisão de Júlia

Júlia apontou para a porta.

— Sai daqui. Agora.

Rafael ergueu os olhos, mas não discutiu. Pegou o chaveiro e saiu sem olhar para trás. A porta bateu suave. Augusto ficou ali, olhando a filha que segurava a barriga com as duas mãos. Ele pensou em chamar a viatura, em prender o genro ali mesmo. Mas viu o rosto dela, a aliança no dedo, e entendeu que prender naquele instante ia quebrar tudo de vez.

Na manhã seguinte, a chuva batia no vidro da janela. Júlia parou na frente da mesa da sala e deixou a aliança cair devagar sobre a madeira. O berço continuava pela metade, vazio, no mesmo lugar. Ela pensou em ligar para o pai, mas guardou o celular. Rafael mandou três mensagens. Nenhuma foi lida.

CinemundoIA

Sobre o autor

CinemundoIA

CinemundoIA — novela brasileira, séries e cinema reimaginados com IA. Folhetins originais, análises e bastidores feitos pra quem cresceu esperando o próximo capítulo no horário nobre.