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A Rainha do Salão — Capítulo 10: A queda que ninguém filmou

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Marinalva parou em frente ao salão vazio na chuva. A placa dourada já estava no chão quando Rafaela chegou com as mensagens que Clarisse nunca quis que fossem lidas.

A Rainha do Salão — Capítulo 10: A queda que ninguém filmou — cena da novela

Marinalva ficou parada em frente ao salão de Clarisse, agora fechado. A chuva caía sem parar e a placa dourada já tinha sido tirada da parede. Ela via o nome arranhado no metal. O que ela ainda não sabia era que as provas que Rafaela trazia iam decidir tudo antes do fim da tarde.

A placa no chão

Clarisse andava de um lado para o outro no carro, falando ao telefone. Queria sumir da cidade antes que a investigação avançasse. Verônica esperava do lado de fora do prédio, molhada, tentando explicar que não tinha participado de nada. Marinalva só observava a placa caída na calçada, sem pressa de entrar.

Thiago chegou de táxi e parou ao lado dela. Não disse nada no começo. Só apontou para a porta entreaberta.

As mensagens que Rafaela entregou

Rafaela apareceu com o celular na mão. Entregou o aparelho para Marinalva sem olhar para Clarisse. As mensagens mostravam os planos de humilhar Marinalva no salão e depois na internet. Clarisse tentou pegar o telefone, mas parou quando viu que todo mundo já tinha lido.

Eu não preciso destruir você, Clarisse, disse Marinalva. Porque a verdade já deixou sua crueldade sem nenhum lugar para se esconder.

Ela não pediu perdão. Só pediu que parassem de filmar.

Clarisse olhou para o chão. A chuva molhava os papéis que ela carregava. Verônica começou a chorar baixo, repetindo que só tinha seguido ordens.

A herança que Thiago confessou

Thiago respirou fundo e falou em voz alta para que Clarisse ouvisse. Disse que sabia da herança de Marinalva desde o começo e que tinha ficado quieto por medo de perder o controle. Marinalva não gritou. Só perguntou por que ele tinha esperado tanto.

Clarisse perdeu o salão na mesma semana. A investigação concluiu que ela tinha desviado dinheiro e incentivado ataques. Marinalva recusou vingança pessoal. Pediu apenas que o dinheiro voltasse para as funcionárias e que o processo seguisse na justiça.

O centro que nasceu da tesoura

Dois meses depois, Marinalva colocou a tesoura dourada sobre a primeira cadeira do centro gratuito. O lugar era simples, com paredes brancas e cadeiras velhas reformadas. Mulheres que tinham sido expulsas de salões vinham aprender o ofício sem pagar nada. A campanha que começou com um vídeo virou dinheiro para pagar aluguel e material.

Clarisse respondeu no processo judicial e perdeu o direito de trabalhar com salões por cinco anos. Marinalva recebeu um convite para levar o projeto para outras cidades. Ela guardou o convite no bolso e fechou a porta do centro. A chuva tinha parado, mas o chão ainda estava molhado.