Publicidade
2 min de leitura

O Segredo do Mestre — Capítulo 9: A verdade servida a frio

Novelas grátis pra assistir

Escolha uma novela e assista todos os episódios liberados.

Na mesa dos jurados, o caderno de Hiroshi e a taça rachada expõem o que ninguém queria admitir. Lucas decide falar. Mateus surge com a prova que Ricardo não esperava.

O Segredo do Mestre — Capítulo 9: A verdade servida a frio — cena da novela

A luz baixa da sala de degustação caía sobre a mesa dos jurados como um holofote de tribunal. O caderno antigo de Hiroshi repousava aberto, páginas amareladas ao lado de uma taça rachada que refletia o brilho dos refletores. O silêncio era cortado apenas pelo tilintar distante de talheres.

Sakura permanecia de pé, mãos firmes sobre o balcão. Ricardo olhava de lado, sorriso afiado, pronto para desviar a conversa para o ataque. Lucas segurava um envelope grosso, o peso dele visível nos ombros.

O caderno que não mente

O primeiro jurado folheou as páginas com cuidado. Anotações de cortes, datas antigas, nomes riscados. O silêncio pesado se espalhou quando alguém reconheceu a caligrafia do avô de Sakura.

Ricardo se adiantou. “Isso é invenção barata. Qualquer um pode forjar um caderno.”

Sakura não respondeu. Apenas apontou para a taça rachada. “Meu avô usava essa taça para medir a água do arroz. Quem copiou a técnica dele esqueceu o detalhe.”

O envelope que queima as mãos

Lucas abriu o envelope. Contratos, recibos de pagamento, datas que coincidiam com o roubo da técnica. Ele hesitou um segundo antes de falar.

“Minha família financiou a fraude. Pagamos para registrar o que não era nosso.”

Ricardo deu um passo à frente. “Você está destruindo o próprio nome.”

A herança que eu recebi tem dinheiro demais e verdade de menos.

Lucas deixou os papéis sobre a mesa. O público murmurou. A taça rachada tremeu levemente quando alguém bateu o pé.

A voz que surge do fundo

A porta lateral se abriu. Mateus entrou, rosto pálido, envelope menor nas mãos. Ele parou no meio do corredor, olhos fixos em Ricardo.

“Ele me pagou para entregar os documentos de Sakura. E para suspender a inscrição dela.”

A revelação caiu como faca. Ricardo tentou rir, mas o som saiu seco. Sakura virou o rosto, o cheiro de peixe fresco subindo do balcão como memória.

Lucas olhou para ela. Um aceno mínimo. A luz vermelha dos lampiões do mercado, projetada no telão, piscava devagar.