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Café Amargo — Capítulo 5: A carta que ninguém deveria ler

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Clara descobre o segredo da própria origem em uma carta que nunca deveria existir. Rosa confessa tudo, mas Helena chega para roubar a prova e alimentar a guerra.

Café Amargo — Capítulo 5: A carta que ninguém deveria ler — cena da novela

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Clara fechou a porta do quarto com o corpo, como se pudesse segurar o mundo lá fora. A carta tremia entre seus dedos, a tinta já borrada por uma única lágrima que caíra no papel.

O silêncio da noite em Copacabana era cortado apenas pelo barulho distante de carros na avenida. Ela leu de novo as palavras que mudavam tudo.

A lágrima que revelou o passado

Os olhos de Clara percorreram as linhas. Cada frase era um golpe. Dona Rosa entrou sem bater, o rosto marcado por anos de segredo.

— Mãe, isso é verdade?

Rosa parou ao lado da janela. A luz da rua entrava fraca, iluminando o envelope amassado na cama.

A confissão que não podia esperar

— Eu tentei proteger você a vida inteira — murmurou Rosa, a voz baixa. — Mas Roberto Vargas nunca quis saber de você.

Clara sentiu o chão sumir. A carta escorregou de suas mãos e parou aos pés da mãe.

Ele nunca quis você… e agora a filha dele quer te destruir.

Rosa se ajoelhou para pegar o papel, mas o olhar de Clara já não era o mesmo.

O silêncio antes da invasão

Do lado de fora, passos se aproximavam. Helena empurrou a porta sem pedir licença, os olhos frios fixos na carta caída no chão.

Clara se levantou devagar. O cheiro de café ainda grudado na roupa dela contrastava com o perfume caro da herdeira.

Helena sorriu de lado, pegando o envelope antes que qualquer uma pudesse reagir.

— Isso aqui é meu agora — disse ela, guardando a carta no bolso. — E vai servir para lembrar quem manda.