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O Sabor da Virada — Capítulo 9: O beijo e a traição

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Helena beija César no carro sob chuva, mas o anel no console parece avisar que algo está errado. Depois da cópia dos arquivos, a descoberta da traição muda tudo.

Helena estacionou o carro no fundo do estacionamento coberto, longe das câmeras. A chuva batia forte no teto e ela ficou olhando o anel de noivado que ainda guardava na bolsa. César chegou minutos depois, molhado, e entrou sem dizer muito. O que ela ainda não sabia era que aquela noite guardava uma virada que mudaria tudo no dia seguinte.

O beijo no estacionamento

Eles ficaram em silêncio por um tempo, só o som da chuva. César puxou ela para perto e o beijo veio rápido, como sempre. Helena fechou os olhos e tentou acreditar que era só isso, que ele ainda a queria de verdade. O anel ficou no console entre os dois, brilhando fraco sob a luz do poste.

— Eu não aguento mais esconder — murmurou ela contra a boca dele.

César não respondeu. Só apertou mais a mão na cintura dela e continuou o beijo. Quando pararam, Helena encostou a testa no vidro e respirou fundo. Ela já desconfiava que algo estava diferente.

A cópia dos arquivos

Depois que César saiu, Helena ficou mais um pouco no carro. Quando voltou para casa, o computador dela estava diferente. Os arquivos da rede Ferraz tinham sido acessados e copiados. Ela abriu o histórico e viu o nome dele ali, junto com um e-mail enviado para um investidor que Augusto odiava. A traição de César ficou clara na tela em poucos cliques.

Ela leu o contrato anexado duas vezes. Era uma proposta para tirar Augusto do comando e dividir a empresa. Helena sentiu o estômago apertar. O beijo de minutos antes agora parecia mentira.

A frase que ela nunca esperava ouvir

No dia seguinte, Helena encontrou a cópia impressa do contrato dentro da pasta de César no restaurante. As palavras estavam ali, pretas no papel. Ela ligou para ele e, quando ele atendeu, repetiu o que tinha lido. César tentou explicar, mas ela cortou.

Eu arrisquei minha família por você e você estava negociando o preço dela.

César ficou em silêncio do outro lado. Helena desligou antes que ele respondesse. No caminho para casa, ela decidiu que precisava falar com Augusto antes que fosse tarde demais. O pequeno restaurante de Marcos estava lotado naquela noite, e uma velha marmita de alumínio descansava limpa na prateleira dos fundos, como se esperasse algo novo.