Bruna e Patrícia entraram juntas na sala da mansão. O ar estava frio demais para o horário da tarde. Vera estava sentada no sofá de couro, mas não se levantou. O que ela ainda não sabia era que Sônia tinha falado tudo e que o confronto com Vera ia acabar de um jeito que nenhuma delas esperava.
A taça de cristal no chão
Patrícia avançou primeiro. A voz saiu baixa, mas firme. Vera olhou para a nora como se visse uma estranha. Bruna ficou parada perto da porta, segurando a bolsa com força. Uma taça escorregou da mesa quando Vera se mexeu rápido demais.
O som do cristal estilhaçando cortou o silêncio. Ninguém se abaixou para pegar os pedaços. Vera respirou fundo, tentando recuperar o controle que sempre teve.
Confronto com Vera
— Você trocou os bebês — disse Patrícia. — Sônia contou tudo.
Vera tentou sorrir, mas o sorriso não veio. Ela falou de dinheiro, de como Bruna nunca conseguiria criar Miguel do mesmo jeito. Falou do nome da família, do que as pessoas diriam. Bruna sentiu o peito apertar, mas não respondeu. Patrícia deu um passo à frente.
— Você tratou duas crianças como se fossem peças de uma herança — completou Bruna, repetindo o que Sônia tinha escrito no bilhete.
Vera encarou as duas e confessou que o bebê frágil era uma ameaça à imagem da família. Ela escolheu ficar com o recém-nascido saudável que pertencia a Bruna.
A decisão de Patrícia
Vera tentou separar as duas de novo, oferecendo documentos falsos e promessas de herança. Patrícia balançou a cabeça devagar. O olhar dela mudou de uma vez. Ela disse que ia entregar os registros da família para Bruna. Vera se levantou, mas já não tinha mais o poder de antes.
Patrícia saiu da sala sem olhar para trás. Bruna ficou mais um minuto, olhando a taça quebrada. O silêncio na mansão parecia diferente agora. Alguma coisa tinha se soltado e não ia voltar.
