Capítulo 4: A Herança Roubada
O fim de tarde caía sobre a casa simples quando Vanessa se sentou no sofá cinza, uma pasta de documentos apoiada no colo. Helena a observava em silêncio, sem entender por que a mulher que um dia foi sua maior rival estava ali. Vanessa abriu a pasta devagar.
— Helena, o Ricardo escondeu uma herança sua — disse ela, com a voz mais séria do que nunca. — E eu trouxe a prova de tudo.
As mãos de Helena tremeram quando ela pegou o primeiro documento. Era a escritura de uma casa. A casa. Aquela que seu pai havia deixado para ela antes de partir.
A verdade nos papéis
— A casa do meu pai… — a voz de Helena saiu embargada de raiva. — Ele falsificou tudo e vendeu sem me contar nada.
Vanessa apenas confirmou com a cabeça. E, pela primeira vez desde que as duas se conheceram, não havia deboche em seu rosto — havia algo parecido com arrependimento.
— Ele me usou igual usou você — admitiu a vilã. — Dessa vez eu quero é justiça, não ele.
O que é seu, ninguém tira
Foi Dona Marlene quem pegou o documento das mãos da filha. Leu cada linha em silêncio, e quando terminou, levou a mão ao peito, indignada.
— Essa casa era do seu pai — disse a mãe, firme. — A gente vai atrás do que é seu por direito.
Naquela mesma noite, três mulheres se reuniram em volta da mesma mesa: Helena, Bruna e Vanessa. Três histórias diferentes, o mesmo homem, a mesma dor. E uma decisão em comum.
— Três mulheres que ele enganou — disse Helena, olhando uma a uma. — Agora a gente vai derrubar ele juntas.
O confronto
Na cobertura de luxo, Ricardo já sentia o chão tremer. Ninguém atendia suas ligações. Algo estava muito errado — e ele sabia.
A porta se abriu. Helena entrou firme, sem o medo de antes, e pousou a pasta de documentos sobre a mesa.
— Eu sei da herança, Ricardo. E agora você vai devolver tudo o que é meu.
Ele empalideceu. A mulher à sua frente não era mais a Helena que ele havia enganado. Era alguém que tinha aprendido a lutar sozinha.
— Você me tirou tudo — disse ela. — Mas esqueceu que eu aprendi a lutar sozinha.
A última cartada
Encurralado, Ricardo deveria estar derrotado. Mas então, lentamente, um sorriso frio se abriu em seu rosto. Ele levou a mão ao bolso e tirou um papel dobrado.
— Devolver? — debochou ele. — Você esqueceu que esse documento aqui também tem o seu nome.
Helena ficou sem ar. O sorriso de vitória sumiu do seu rosto. Que documento era aquele? E por que tinha o nome dela?
👉 A história não para por aqui. O Capítulo 5 já está sendo revelado nos nossos Stories no Instagram — corre lá para descobrir o que está escrito naquele documento!
