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Andar Zero — Capítulo 2: Respiração atrás do velho espelho

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Nina desceu até o andar zero e encontrou o salão empoeirado. O espelho mostrava uma marca de mão e, atrás dele, alguém preso. O resgate mudou tudo.

Andar Zero — Capítulo 2: Respiração atrás do velho espelho — cena da novela

Nina apertou o botão de latão marcado com zero e sentiu o elevador descer mais uma vez. A porta se abriu para um salão subterrâneo coberto de poeira grossa. O espelho na parede dos fundos estava embaçado, com a marca clara de uma mão. O que ela ainda não sabia era que a pior parte daquele dia nem tinha começado.

A porta que se abriu no subsolo

O ar cheirava a mofo e a algo metálico. Nina entrou devagar, o capacete vermelho ainda na mão. No balcão havia copos com cubos de gelo derretendo. Duas luminárias antigas piscavam, como se alguém tivesse testado elas minutos antes.

Ela parou diante do espelho. A marca da mão estava úmida. Nina encostou a palma na mesma altura e sentiu o vidro vibrar levemente. Não era possível. Alguém havia estado ali e saído correndo.

Quando as luzes se apagaram

Otávio apareceu no vão da porta do elevador. Ele apertou um interruptor na parede e tudo ficou escuro. “Volta pra cima, Nina. Isso não é lugar pra você.”

Ela acendeu a lanterna do celular. A luz fraca mostrou os copos e as luminárias de novo. “Alguém está preparando isso pra funcionar. E eu sei quem.”

Otávio deu um passo para trás. “Você não entende o que está mexendo.”

Respiração atrás do velho espelho

Nina ignorou ele e bateu na parede ao lado do espelho. Três pancadas fracas responderam. Ela gritou o nome de Bruno. Uma voz rouca veio do outro lado: “Nina… eu tô preso.”

Com a chave de fenda que sempre carregava, ela forçou a moldura velha. O espelho cedeu e caiu. Atrás dele, Bruno estava amarrado por um cabo grosso no pulso. Nina cortou o cabo e o ajudou a sair. Ele tossiu, sujo de poeira. “Eu vi tudo. A Dalva me puxou pra cá.”

Os dois subiram no elevador. Quando as portas se abriram no saguão, Bruno apontou direto para a zeladora que limpava o chão. “Foi ela. Ela me prendeu lá embaixo pra eu não filmar a festa.” Dalva largou o pano e ficou olhando para os dois, sem dizer nada. Nas últimas frases que trocou com Nina antes de sair, Dalva mencionou um cabo rompido que precisava mostrar. A caixa metálica vermelha que ela guardava no armário da zeladoria ainda estava trancada.