Dr. Laranjo abriu o arquivo antigo e viu as duas pulseiras caírem na mesa. Os números estavam trocados. Bento esperava do lado de fora com Melina, sem saber o que viria. Só no fim daquela noite tudo começaria a fazer sentido de verdade.
A pulseira com o número errado
O médico ajustou os óculos e virou o papel. Havia anotações feitas à mão, rabiscadas na pressa. Uma delas dizia que o sistema tinha travado na madrugada do nascimento de Tico. O funcionário que assinou alertava para uma possível confusão nas identificações.
Bento entrou sem bater. Queria saber por que ninguém tinha falado nada antes. Melina ficou na porta, quieta, olhando para o chão. Caio nem apareceu, depois do que ouvira no dia anterior.
O que a clínica guardou
Dr. Laranjo respirou fundo antes de falar. Os exames do DNA já mostravam que algo não batia desde o começo, ele disse. Bento apertou os punhos. A pulseira que o médico segurava tinha o nome de outro bebê.
A clínica suspeitou da troca quatro anos atrás e escolheu o silêncio.
Melina levou a mão à boca. Sua traição não explicava mais nada sobre quem era o pai de Tico. Caio, do outro lado da cidade, tentava apagar as mensagens que mandara exigindo o menino.
A decisão que mudou tudo
Bento deu um passo à frente. Parecia pronto para avançar, mas parou quando ouviu a voz de Tico do lado de fora, chamando por ele. Dr. Laranjo confirmou que era possível localizar o outro registro e descobrir de onde o menino realmente viera. Bento saiu do consultório sem responder. No corredor, olhou para Tico brincando com o cordão da pulseira e pensou que nada seria simples dali em diante.
