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Império das Mentiras — Capítulo 4: A herdeira que fugiu da noite

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Isabela foge com o motorista, mas Rafael bloqueia a saída e o carro derrapa na estrada molhada. Uma testemunha surge da chuva enquanto o metal range.

Império das Mentiras — Capítulo 4: A herdeira que fugiu da noite — cena da novela

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A garagem da Mansão das Mentiras parecia um túmulo de concreto e metal sob a luz fraca de um único poste. Faróis de carro cortavam a escuridão como lâminas, iluminando poças de óleo no chão e o cheiro denso de gasolina misturado a chuva fina.

Isabela apertou a mão do motorista com força, o coração batendo contra as costelas. O bilhete anônimo ainda queimava no bolso dela. Eles precisavam sair antes que o resto da casa acordasse.

O farol que rasgou a noite

O carro deu ré devagar, pneus chiando no piso úmido. Isabela olhou para trás pelo espelho, o rosto pálido refletido no vidro. O silêncio era cortante, só o motor ronronando baixo.

Mateus, o motorista, engatou a primeira marcha. Uma sombra se moveu perto da saída.

O bloqueio que ninguém esperava

Rafael apareceu na frente do carro, braços cruzados, um sorriso torto iluminado pelos faróis. Isabela sentiu o ar fugir dos pulmões. O meio-irmão bateu na capô com a palma da mão.

— Você não vai escapar de mim. — A voz dele ecoou baixa e cortante, carregada de veneno.

Você não vai escapar de mim.

Isabela apertou a mão de Mateus mais forte. O carro avançou de repente, desviando do corpo de Rafael por centímetros. A adrenalina subiu como fogo na garganta dela.

A curva que ninguém controlou

A estrada molhada engoliu o veículo. Mateus virou o volante com violência, mas a curva veio rápido demais. O carro derrapou, metal rangendo contra o guard-rail.

Isabela viu o mundo girar. O impacto veio como um soco. Vidro estilhaçado voou. O cheiro de sangue misturou-se ao de borracha queimada.

A testemunha que surgiu da chuva

Quando o silêncio voltou, só se ouvia a chuva batendo no teto amassado. Uma figura se aproximou devagar do carro virado. Uma aliança brilhou na mão dela sob a luz dos faróis ainda acesos.

Isabela abriu os olhos, dor latejando na têmpora. A figura parou a alguns metros, olhando para dentro do veículo sem se aproximar. O celular vibrou no bolso de Rafael, caído no asfalto.