Lucas parou na calçada em frente ao restaurante lotado nos Jardins. Pratos saíam da cozinha sem parar e clientes esperavam em fila perto do caixa. Ele calculava que uma segunda unidade podia multiplicar parte dos cinco milhões. O que ele ainda não sabia era que a conversa com a garota atrás do balcão guardava uma resposta que ele não esperava.
A oferta de investimento no restaurante
Lucas entrou, olhou o movimento e pediu para falar com o responsável. Uma garota de cabelo preso alto atendeu no caixa, o olhar cansado mas direto. Ele explicou que tinha capital para abrir outra unidade. Ela o mediu de cima a baixo sem sorrir.
“Não somos empresa de capital externo”, disse Clara, limpando o balcão com um pano. Lucas insistiu, citando números de crescimento rápido. Ela respondeu que o restaurante já tinha problemas demais sem precisar de mais gente mandando.
O seu sobrenome compra muita coisa, Lucas Ferraz, mas aqui dentro ele não compra confiança.
A rachadura no vidro
Enquanto conversavam, Lucas notou a rachadura fina no vidro do caixa. Clara viu que ele olhava e comentou que o conserto estava na lista de coisas que nunca chegavam. O movimento continuou ao redor deles, mas a voz dela baixou quando falou do ponto comercial.
Ela contou que o aluguel atrasava havia meses e que o dono ameaçava não renovar. Lucas perguntou por que não procuravam ajuda. Clara respondeu que ajuda de gente como ele sempre cobrava mais do que dava.
O que ele decidiu depois
Lucas saiu do restaurante com a cabeça cheia. A frase dela ainda ecoava. Ele lembrou do pai e dos cinco milhões que precisava fazer render. Em vez de seguir para o próximo negócio, parou no meio da calçada e pegou o celular. Pesquisou o nome do ponto comercial e as dívidas que apareciam em registros públicos. Antes de entrar no carro, decidiu que ia investigar tudo sozinho antes de desistir da ideia.
