Téo parou na portaria vazia e viu o envelope pardo jogado no balcão. Ele tinha chegado ali por acaso, deixado por um ex-colega que saiu do emprego. Cléo precisava ver aquilo antes que Vivian conseguisse tirá-lo do caminho. Só mais tarde, quando leu os papéis, é que ela entenderia o peso real daquilo.
A portaria quase vazia
Téo abriu o envelope com cuidado. Dentro tinha anotações antigas de entrada e saída, além de um recibo dobrado. Ele pensou em Cléo e no quanto ela precisava de algo concreto. O relógio marcava quase três da manhã e o condomínio estava em silêncio.
O recibo que mudou a data
Ele leu duas vezes para ter certeza. O recibo mostrava a venda da joia dias antes de Iraci ser acusada. Uma anotação à margem dizia quem tinha comprado e quanto pagou. Téo guardou tudo de novo e saiu para encontrar Cléo.
Cléo estava acordada quando ele bateu na porta do apartamento pequeno. Ela viu o envelope e sentiu o coração apertar. Era agora ou nunca, pensou. Téo entregou sem falar muito.
A frase que não dava pra ignorar
Cléo abriu o envelope na mesa da cozinha. O papel amassado tinha a anotação clara.
Ela vendeu a joia antes de dizer que sua mãe tinha roubado.
Ela leu em voz baixa e parou. Aquilo era a sequência de fatos que faltava. A data do recibo era anterior à acusação contra Iraci.
Rafael mandou uma mensagem horas depois. Ele tinha cruzado registros bancários em segredo e confirmava a movimentação. Cléo respondeu só com um agradecimento curto. Ela sabia que Vivian já estava por dentro da investigação depois da gravação de Priscila.
Cléo guardou o envelope na gaveta e olhou para a janela. Amanhã seria outro dia, mas agora ela tinha algo que podia mostrar. Téo ficou mais um pouco, sem prometer nada. A noite terminou com o envelope ali, guardado, enquanto o condomínio dormia.
