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Mãe Emprestada — Capítulo 9: A confissao no jantar dos Vilar

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O laudo de DNA confirma a troca de bebês no jantar dos Vilar. Celina admite que sempre soube e Isadora foge pela chuva, sem saber o que fazer com o amor que agora parece impossível.

O envelope lacrado com o laudo de DNA estava sobre a toalha branca. Celina mal tocava na comida. A troca de bebês que todos temiam agora parecia inevitável, mas ninguém previa como a verdade explodiria ali mesmo.

O jantar silencioso

Dias depois do aniversário, a sala de jantar dos Vilar estava tensa. Rafael mexia no garfo sem comer. Isadora olhava para a mãe sem dizer nada. Antonia não fora convidada, mas o resultado do teste que ela tanto queria estava ali, à espera.

Neide mandara mensagem para Antonia mais cedo. Não sai do celular, escrevera a amiga. Dudu ainda não sabia de nada.

A leitura do laudo

Celina pediu para Rafael abrir o envelope. Ele puxou o papel devagar. As palavras estavam claras: Eduardo Neves era filho biológico de Celina Vilar. Rafael Vilar era filho de Antonia Neves. O silêncio caiu como um peso.

Isadora levou a mão à boca. Não pode ser, pensou. Rafael largou o papel na mesa. Celina ficou branca.

A confissão de Celina

Ela tentou negar no começo. Disse que os exames podiam estar errados. Rafael repetiu os números do laboratório. Celina olhou para os filhos, ou para quem ela criara como filhos, e desabou.

Eu troquei um berço pra não ter que trocar o meu sobrenome.

Isadora empurrou a cadeira. As lágrimas vinham rápido. Ela saiu pela porta dos fundos sem pegar o casaco. A chuva caía forte lá fora.

Rafael ficou sentado, olhando o laudo. Celina chorava baixinho agora. O nome Vilar parecia menor naquela sala grande.

Isadora correu até o portão. O carro dela estava longe. Ela pensou em Dudu, em como tudo mudara em poucas horas. Antonia esperava notícias em casa, sem saber que o filho que criara voltaria para ela e que o outro precisava de tempo para entender.

No caminho molhado, Isadora pensou no berçário antigo da Casa de Saúde Vilar. Uma pulseira velha ainda podia estar guardada por lá, com nomes que ninguém mais via.