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O Domingo em Que Minha Mãe Sumiu — Capítulo 2: A culpa de Vera

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Vera abre a carta da mãe na cozinha fria da manhã seguinte. O que lê muda o que todos pensavam sobre o domingo, mas um vídeo de câmera de rua ainda vai complicar tudo.

O Domingo em Que Minha Mãe Sumiu — Capítulo 2: A culpa de Vera — cena da novela

Na cozinha da casa da Mooca, a luz da manhã entrava fria pela janela. Vera abriu o envelope com o nome dela escrito à mão. O café que preparara minutos antes esfriava na mesa, ao lado da cadeira onde a mãe costumava sentar. Ela lia devagar, mas as palavras pareciam não caber na cabeça.

A xícara que esfriou

Vera dobrou a carta duas vezes e a colocou de volta no envelope. Renato entrou na cozinha sem bater, já falando. Márcia veio logo atrás, exigindo saber o que a mãe tinha escrito. Leandro ficou na porta, calado, observando.

— Ela contou tudo — Vera disse, voz baixa. — O acidente. A noite na delegacia.

Márcia franziu a testa. Renato cruzou os braços. Ninguém perguntou detalhes logo de cara. Vera respirou fundo e contou o que a carta revelava: anos antes, ela tinha batido o carro e fugido. Dalva assumiu a culpa, passou uma noite presa e nunca contou para os outros filhos.

O que a mãe carregou

O silêncio ficou pesado. Vera olhou para as próprias mãos. Ela já desconfiava que um dia isso ia voltar, pensou. Renato quis saber se tinha mais alguma coisa na carta. Vera negou com a cabeça, mas depois falou baixo:

Minha mãe carregou uma culpa que era minha, e eu agradeci tratando a vida dela como se também me pertencesse.

Leandro se mexeu na porta. Disse que precisava mostrar uma coisa. Abriu o notebook na mesa da cozinha e tocou em um vídeo. A imagem era de uma câmera da rua, gravada no domingo do almoço. Vera aparecia sozinha, entrando na casa antes de qualquer um dos irmãos chegar.

Ela ficou olhando a tela. O café continuava ali, frio.