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O Golpe no Prato — Capítulo 2: A câmera não mente

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Larissa e Madalena assistem a gravação na sala de segurança quando a mão de Abacácio solta a barata. A confrontação revela uma caixa com mais insetos falsos e faz Madalena reconhecer o homem de ano…

Larissa sentou na cadeira dura da sala de segurança e apertou play de novo. A luz azulada do monitor batia no rosto dela e de Madalena. Na tela, a mão de Abacácio soltava a barata no prato como quem deixa cair uma moeda. O que ela ainda não sabia era que aquela imagem ia levar a algo que ninguém esperava naquela noite.

A gravação da câmera

Banâncio ficou na porta, quieto, esperando que acreditassem nele. Larissa pausou o vídeo no momento exato. A mão aparecia clara, os dedos abertos, o inseto de plástico caindo. Madalena se inclinou para frente, os olhos apertados.

— Isso não é normal — disse Larissa. — Ninguém solta uma barata assim.

Madalena não respondeu de imediato. Ela só encarava a tela, como se tentasse lembrar onde já tinha visto aquele homem antes.

O que Madalena reconheceu

Larissa desligou o monitor e guardou o pen drive no bolso. Queria resolver sem alarde, sem cliente saindo pela porta. Banâncio respirou fundo e falou baixo.

— Eu vi ele fazer igual em outro lugar. Só que ninguém quis acreditar.

Ela olhou para o garçom, depois para a chef. Madalena passou a mão no rosto, cansada de um jeito que não era só do expediente.

A confrontação no salão

Abacácio ainda estava à mesa, reclamando com o garçom substituto. Larissa se aproximou devagar, o pen drive na mão. Quando ele se levantou para ir embora, o bolso do paletó esvaziou. Uma caixinha pequena caiu no chão e rolou. Dentro tinha mais três baratas iguais, de plástico cinza.

— Você esqueceu de olhar para a câmera — disse ela, a voz baixa mas firme.

Você esqueceu de olhar para a câmera.

Abacácio parou. O rosto dele mudou por um segundo, depois voltou ao jeito calmo de sempre. Madalena, que tinha seguido Larissa, ficou parada a alguns passos. Ela olhou o homem de novo, agora com outra certeza. Abacácio era alguém que ela conhecia de muito tempo atrás, de um tempo que ela preferia não lembrar.

Larissa pegou a caixinha do chão. O salão estava quase vazio, só o som baixo da música de fundo. Madalena sentiu o peito apertar, mas não disse nada. A noite ainda ia longe, e ela já sabia que o pior não tinha passado.