Giabê não esperava que uma trombada simples mudasse tudo naquele intervalo. A mochila caiu aberta no corredor lotado, entre dezenas de pés. O que ele ainda não sabia era que a pior parte nem tinha começado.
A trombada no corredor
Giabê andava rápido para a cantina quando Pimentudo passou por ele empurrando de leve. A mochila escorregou do ombro e abriu no chão. Canetas, cadernos e o estojo de insulina se espalharam. Ele se ajoelhou rápido, mãos tremendo enquanto recolhia tudo.
Pimentudo parou e olhou. A reação de Giabê foi maior do que o normal. Ele notou o estojo preto e sorriu de lado, sem dizer nada ainda.
A ajuda silenciosa de Tatá
Tatá apareceu do lado e começou a recolher os cadernos sem perguntar nada. Ela entregou o estojo para Giabê e continuou andando como se nada tivesse acontecido. Giabê sentiu o coração bater mais devagar. Quem ajuda sem exigir explicação merece ouvir a verdade um dia, pensou.
Eles seguiram juntos até a sala. Pimentudo ficou atrás, observando.
O pacote que sobrou
Quando Giabê chegou em casa, percebeu que faltava uma embalagem genérica de insulina. Ele lembrou de ter caído perto dos armários. Pimentudo a tinha guardado no bolso, virando o pacote nas mãos sem entender para que servia. Ele decidiu que ia criar outra situação igual no dia seguinte. Tatá, por sua vez, guardou a cena da ajuda em silêncio, sem cobrar nada.
Na manhã seguinte, um grupo de alunos cochichava perto dos armários. Pimentudo se aproximou com um copo de suco na mão, pronto para espalhar a primeira mentira sobre o que Giabê escondia. A raiva de Tatá crescia devagar, mas Giabê já pedia que ela não interferisse.
