Lia servia drinques na recepção quando sentiu o primeiro enjoo forte. A sala estava cheia de gente da alta sociedade, e ela só queria terminar a noite sem chamar atenção. O que ela ainda não sabia era que alguém já tinha colocado uma prova contra ela em sua bolsa.
A recepção na mansão
Vânia circulava entre os convidados com um sorriso pronto. Ela esperou o momento certo, quando os empregados estavam ocupados na cozinha. Com um gesto rápido, guardou a pulseira de ouro dentro da bolsa simples de Lia, que ficava no pequeno armário dos funcionários. A joia brilhou por um segundo antes de desaparecer.
Lia sentiu o gosto metálico na boca e pediu licença para ir ao banheiro. Manu a seguiu com os olhos, mas Dona Vitória a chamou de volta para perto dos convidados. Bruno observava tudo de longe, ainda pensando na defesa que tinha feito de Lia no dia anterior.
A pulseira no bolso errado
Quando a festa começou a esvaziar, Dona Vitória foi ao armário procurar um envelope. Abriu a bolsa de Lia por engano e viu a pulseira. O rosto dela mudou na hora. Ela chamou Vânia e Bruno sem hesitar.
Isso não pode ser coincidência, disse Dona Vitória, segurando a joia com duas pontas dos dedos. Vânia baixou a voz, como quem lamenta uma verdade ruim. Ela sempre foi discreta demais, completou.
Quem precisa plantar uma prova já sabe que a verdade não está do seu lado.
Bruno pediu que esperassem. Ele queria ouvir o que Lia tinha a dizer antes de qualquer decisão. Lia voltou do banheiro pálida e parou na porta quando viu os três esperando.
A conversa que decidiu tudo
Vânia não deu espaço. Falou baixo, repetindo que manter Lia na casa colocava a família e a fortuna em risco. Dona Vitória concordou sem piscar. Bruno ficou em silêncio, olhando para a pulseira que nunca tinha visto antes.
Lia negou. Disse que não sabia como aquilo tinha entrado na bolsa. Sua voz saiu fraca, mas firme. Manu apareceu no corredor e parou ao lado dela, segurando a barra do vestido. Ninguém falou por um tempo.
No fim da noite, Dona Vitória decidiu que a babá não voltaria no dia seguinte. Vânia sorriu só com os olhos. Bruno saiu da sala sem olhar para ninguém, mas o carro dele não saiu da garagem. Lia guardou a bolsa com cuidado, sem saber que o problema tinha acabado de começar.
