Publicidade
3 min de leitura

Sangue e Ouro — Capítulo 6: A mala no chão de mármore

Novelas grátis pra assistir

Arrasta para o lado e escolha uma novela para assistir todos os episódios liberados.

Assista agora: Sangue e Ouro

Todos os episódios liberados

Outras novelas

Arraste para o lado

Lia dobra as roupas na mala velha enquanto a chuva cai. Vânia observa satisfeita, Manu segura a boneca e Bruno volta antes do esperado.

Lia acordou com o barulho da chuva batendo nas janelas da mansão. A ordem já estava dada desde a noite anterior: ela tinha que ir embora antes que Bruno voltasse dos negócios. A mala no chão de mármore ainda estava vazia quando ela começou a dobrar as poucas roupas que tinha.

A mala sobre o mármore

Os armários do quarto de empregada pareciam ainda menores naquela manhã. Lia separou duas blusas, uma calça e o casaco fino que usava nos dias de frio. Colocou tudo dentro da mala velha sem pressa, mas sem demora também. O chão de mármore branco refletia a luz cinzenta que entrava pela janela do hall. Ela já sabia que não adiantava pedir para ficar mais um dia.

Dona Vitória passou pelo corredor sem olhar para ela. Vânia veio logo atrás, com um sorriso pequeno que não escondia a satisfação. A bolsa de Lia ainda estava na mesa da copa, fechada, exatamente como a deixaram depois da recepção. Ninguém mencionou a pulseira de novo.

Manu não entrega a boneca

A menina apareceu na porta do quarto segurando a boneca de pano que Lia tinha costurado meses antes. Manu apertou o brinquedo contra o peito e balançou a cabeça quando a governanta tentou pegar. Ela não ia entregar aquilo para ninguém. Lia se ajoelhou e falou baixo, pedindo que a menina ficasse quieta e não criasse caso. Manu só apertou mais a boneca.

Vocês podem tirar meu emprego, mas não levam meu nome nem a minha dignidade.

Vânia ouviu a frase do corredor e virou o rosto. Lia fechou a mala, levantou e caminhou até a porta dos fundos. A chuva continuava forte lá fora.

Bruno descobre a demissão

O carro de Bruno parou na entrada principal pouco depois das onze. Ele entrou no hall ainda com o terno molhado e viu a mala ao lado da porta. A governanta tentou explicar que era ordem da senhora, mas ele já estava subindo as escadas. Dona Vitória estava no escritório, revisando papéis como se nada tivesse acontecido. Bruno parou na porta e perguntou o que tinha acontecido com Lia. Pela primeira vez, ele não esperou a resposta da mãe antes de descer de novo e pegar o telefone.

Ele ligou para o celular dela enquanto a chuva batia nas janelas. Lia atendeu do ponto de ônibus, a voz baixa, dizendo que já estava fora. Bruno pediu que ela esperasse. Ele ia resolver aquilo. A mala continuava no mármore, mas agora alguém ia ter que explicar por que ela estava ali.